Principais fatores de risco e sinais de alerta (continuação):

05) Organizar detalhes e fazer despedidas: é de extrema importância observar se existe algum comportamento que sugira uma preparação para o suicídio: mensagens de despedidas (bilhetes ou recados nas mídias sociais), cartaz, testamentos, doações de posses importantes e acúmulo de comprimidos são alguns exemplos. Além disso, verificar se há “comportamento de despedida”, como ligações incomuns a parentes ou amigos dizendo adeus, como se não fosse vê-los outra vez.

06) Meios de acessíveis para suicidar-se: Acesso a armas de fogo, locais elevados e medicação em grande quantidade aumenta a chance de uma eventual tentativa de suicídio seja efetivada.

07) Impulsividade: O suicídio, por mais planejado que tenha sido, muitas vezes parte de ato motivado por eventos negativos. O impulso para cometer o suicídio é geralmente transitório, com duração e alguns minutos ou horas e pode estar presente particularmente em jovens e adolescentes. A impulsividade pode ser acentuada na presença de abuso de substancias.

08) Eventos adversos na infância e na adolescência: Ter sofrido maus tratos e abuso físico, sexual ou psicológico na infância, apresentar abuso ou dependência de substâncias lícitas e ilícitas e falta de apoio social estão associados a maior risco de suicídio. É importante lembrar queda no desempenho escolar pode ser reflexo de um transtorno psiquiátrico não diagnosticado.

09) Motivos aparentes ou ocultos: Algumas pessoas com pensamentos suicidas podem demonstrar considerar a morte como um “meio de sair do sentimento momentâneo de infelicidade”, acabar com a dor”, encontrar descanso” ou final mais rápido para os seus sofrimentos”. Comentários com esse tipo de conteúdo servem como sinal de alerta.

10) Presença de outras doenças: Doenças crônicas, incluindo neoplasias em fase terminal, são fatores de risco para suicídio. O acompanhamento de pacientes que apresentem condições médicas com essas características deve incluir atenção especial à sua saúde mental.

(fonte: https://www.setembroamarelo.com/)